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O problema do Slowplay com Ases

Por Aaron Hendrix

Outra noite eu estava assistindo a mesa final do Main Event da World Series of Poker Europe e vi uma mão entre Scott Fischman e Ivan Demidov. Não lembro os detalhes exatos, mas basicamente se desenrolou assim: Demidov aumentou com par de Reis. Fischman deu call apenas com par de Ases. Todos os outros deram fold. O flop trouxe A-x-x, todas de espadas. Demidov não tinha o Rei de espadas e deu check. Fischman apostou com top set e Demidov deu fold, perdendo o mínimo na mão. Esta mão me fez pensar sobre dar apenas call com par de Ases em situações como esta é uma jogada tão ruim que achei que valia escrever um artigo sobre os prós e contras de fazer slowplay com par de Ases. Como você verá, os contras superam os prós, ao menos em minha opinião.

Vantagens do slowplay

1) Despistar a força de sua mão – se você é o tipo de jogador que dá call em posição em vários raises, dar o call com Ases pode despistar a sua mão e pode te dar um valor adicional depois do flop.

2) Variar o seu jogo – não deixar seus oponentes saber o que você tem é muito importante para o seu sucesso no poker. Se você sempre aumenta com seus pares altos e nunca dá call, você se tornará previsível e seus oponentes poderão tomar decisões mais corretas baseados nesta informação.

3) Te dá mais valor contra mãos que dariam fold para um re-raise pré-flop – um problema em aplicar o re-raise contra um jogador agressivo com par de Ases é que eles darão fold e você não terá valor adicional para a sua mão.

Desvantagens do slowplay com par de Ases

1) Você permite que seus oponentes façam uma boa decisão ao invés de uma ruim – Basta ver o exemplo da mão entre Fischman e Demidov. Nesta mão, Demidov conseguiu se safar da mão perdendo o mínimo. Se Fischman não tivesse feito o slowplay, é muito provável que todas as fichas entrassem em jogo antes do flop e que ele poderia dobrar suas fichas.

2) Você perde valor contra oponentes que darão call em um re-raise pré-flop – Se você aplicar um re-raise correto, a maioria de seus oponentes dará o call antes do flop. Eu sei que isso parece uma coisa fácil para falar, mas qualquer ficha a mais que você conseguir é uma boa coisa. Ao fazer o slowplay, você não se dará esta oportunidade.

3) Você não sabe contra o que está jogando – Um problema do slowplay é que você não define a mão de seus oponentes. Se você aplica o re-raise, você terá mais informações. Se eles derem fold, eles claramente não tinham uma boa mão e você pode usar isso para informações futuras. Se eles derem call, provavelmente têm uma mão especulativa e você pode basear suas decisões pós-flop nisso. Se eles derem re-raise, eles provavelmente têm uma mão forte (e aqui você pode pensar no slowplay, já que você ganhou a informação que queria e pode adicionar valor ao seu par).

E qual a melhor ação a se tomar com par de Ases? Haverá vezes que o slowplay é correto (este será o assunto de um artigo futuro), mas na maioria das vezes você deve aumentar. A questão a ser respondida é sobre quanto você deve aumentar. E a resposta irá variar sempre, dependendo dos seus oponentes no pote com você, quantos oponentes estão no pote, a probabilidade de eles pagarem o seu raise e o montante que eles pagariam. Seu raise não deve ser grande o suficiente para assustar seu oponente, mas não pode ser pequeno a ponto de convidar todos para o pote.

Antes de encerrar quero falar sobre algumas possibilidades e comparar o slowplay contra o raise com o par de Ases.

#1 – seu oponente aumentou 3x o big blind em posição média com 5-4 suited. O botão dá call com par de Oitos. Você dá só call com seu par de Ases. O flop traz Q-6-3. Você sai apostando e os dois dão call. o Turn é um 7. Você aposta novamente e recebe um re-raise do jogador que aumentou antes do flop. O par de Oitos dá fold. Você coloca seu oponente em uma mão como A-Q ou K-Q e move all-in, sendo eliminado.

#1 A – mesma mão do exemplo acima, exceto que desta vez você aplicou o re-raise pré-flop para 9 vezes o big blind. O primeiro jogador dá fold, e o botão – pensando que você está fazendo um move (squeeze) – move all-in. Você dobra no erro dele.

#2 – um jogador muito agressivo aumenta em um jogo short-handed com par de Reis. Você dá apenas call no botão com par de Ases. O flop vem com A-x-x e três cartas de espadas. Seu oponente da check e você aposta 1-3 do pote – ele desiste da mão.

#2 A - mesma mão do exemplo acima, exceto que desta vez você aplicou o re-raise pré-flop, talvez o mínimo para que seu oponente de call com mãos ruins. Seu oponente aplica o re-raise. Ele é capaz de fazer isso como um move e você aumenta mais uma vez, movendo all-in. Ele paga rapidamente e você dobra suas fichas.

Estes são exemplos gerais (embora o #2 seja a réplica da mão entre Demidov e Fischman), mas acho que você pode ver que há valor em jogar agressivamente seu par de Ases. Um benefício adicional que não mencionei antes é que há a vantagem de possíveis blefes por uma mão mais fraca. Se seu oponente vê você jogando um par de Ases com muita força, você pode fazer isso com uma mão bem mais fraca e deixar o seu oponente se perguntando. Esta é uma maneira muito melhor de variar o seu jogo e se tornar imprevisível do que apenas dando o call. Aumente com seus Ases – no longo prazo, você ficará feliz por fazer isso.

Tags: o problema do slowplay com ases

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